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A palavra da Presidente

 

diretoria

Maria de Lourdes

Presidente do Sintenutri

Setembro nos convida a falar sobre saúde, mas também nos lembra que cuidar da saúde é olhar para a pessoa de forma integral.

 O Setembro Amarelo traz para o centro da discussão a importância da saúde mental e da prevenção ao suicídio, temas que precisam ser tratados com seriedade, informação e, acima de tudo, sem preconceitos.

 

Na nossa categoria, essa reflexão tem um significado ainda maior. Os profissionais Técnicos em Nutrição estão diretamente ligados à promoção da saúde e à qualidade de vida da população, mas também precisam ter sua própria saúde valorizada e protegida. Não podemos falar em cuidar do outro sem lembrar que quem trabalha também precisa de cuidado.

 

A rotina profissional, a pressão, a responsabilidade, o excesso de trabalho e as dificuldades enfrentadas diariamente podem afetar tanto a saúde física quanto a emocional. Por isso, precisamos incentivar cada vez mais o diálogo, a prevenção e a busca por ajuda quando necessário. Saúde mental não é sinal de fraqueza. É parte da nossa saúde e precisa ser tratada com a mesma seriedade que qualquer outra questão.

 

Também considero fundamental reforçar a importância da informação e da prevenção em saúde. Neste momento em que observamos o aumento de casos de sarampo em São Paulo, a vacinação volta a ocupar um papel essencial na proteção individual e coletiva. Manter a vacinação em dia, buscar informações em fontes confiáveis e procurar os serviços de saúde quando houver dúvidas são atitudes simples, mas que podem fazer uma grande diferença.

 

Como sindicato, entendemos que nossa responsabilidade também passa por levar informação aos trabalhadores, orientar, defender direitos e contribuir para que os profissionais tenham condições mais seguras, saudáveis e dignas para exercer suas atividades.

 

E setembro também nos traz outra importante reflexão: no dia 21, celebramos o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Essa data não deve ser vista apenas como uma oportunidade de falar sobre inclusão, mas como um chamado para discutir direitos e cobrar que eles sejam efetivamente respeitados.

 

A pessoa com deficiência tem direito ao trabalho, à acessibilidade, à autonomia e à participação plena na sociedade. Isso significa poder entrar em um local de trabalho, utilizar seus espaços e ferramentas, ter acesso à informação e também ter garantido o direito de ir e vir, sem que barreiras físicas, digitais ou atitudinais limitem sua participação.

 

Quando falamos em direitos trabalhistas, precisamos falar também em igualdade de oportunidades e em ambientes verdadeiramente acessíveis. Inclusão não pode existir apenas no papel. Ela precisa estar presente na realidade.

 

Que este mês nos ajude a compreender que cuidar da saúde, proteger direitos e promover inclusão fazem parte de uma mesma responsabilidade: construir uma sociedade em que todas as pessoas possam trabalhar, circular, participar e viver com dignidade.